Felca reage à condenação de Hytalo Santos por exploração de menores
Influenciador que denunciou o caso comemora decisão da Justiça e destaca importância da mobilização pública

O influenciador Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, reagiu publicamente à condenação de Hytalo Santos e do marido, Israel Vicente, por exploração de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. A decisão foi proferida pela Justiça da Paraíba no último domingo (22).
Felca, que foi responsável por denunciar o caso, usou as redes sociais para comemorar o resultado e agradecer o apoio recebido durante a repercussão das denúncias.
“Hytalo Santos foi enfim condenado a 11 anos de prisão depois de investigação da denúncia de exploração de conteúdo infantil, o crédito é de cada um de vocês que acompanharam e deram atenção ao caso”, afirmou.
O influenciador também destacou a importância da conscientização e da denúncia de crimes semelhantes.
“A conscientização que fizemos importa. Nunca pare de denunciar, expor o que tá errado, compartilhar informações e lutar pelo que acredita. Somos fortes e a justiça pode demorar, mas chega”, completou.
Condenação e penas
A Justiça condenou Hytalo Santos a 11 anos e 4 meses de prisão, enquanto Israel Vicente recebeu pena de 8 anos e 10 meses de prisão. Ambos permanecem presos preventivamente.
Além das penas, a decisão determinou:
Pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil
Aplicação de 360 dias-multa para cada réu
Manutenção da prisão preventiva
Segundo a sentença, os adolescentes eram inseridos em um ambiente controlado, descrito como semelhante a um “reality show”, onde eram colocados em situações consideradas de risco extremo e exploração de vulnerabilidade.
Defesa e desdobramentos
A defesa do casal criticou a decisão e informou que segue com medidas judiciais, incluindo pedido de habeas corpus junto ao Superior Tribunal de Justiça, que já havia negado solicitações anteriores.
Hytalo Santos e Israel Vicente estão presos desde 15 de agosto, após denúncias envolvendo crimes de exploração sexual, tráfico de pessoas e produção de conteúdo com menores para redes sociais.
Após a repercussão nacional do caso, a Justiça também determinou:
Suspensão dos perfis de Hytalo nas redes sociais
Proibição de contato com menores envolvidos nas investigações
Desmonetização dos conteúdos
Apreensão de aparelhos eletrônicos
A condenação em primeira instância ainda cabe recurso.