“Achei que não daria tempo de sair”, diz estudante mineira após terremoto na Colômbia

Estudante de Geografia da UFMG, que está em intercâmbio em Bogotá, contou os momentos de tensão durante o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia. Elisa Exmalte se protegeu debaixo de uma mesa antes de deixar a residência estudantil.

13/08/2026, 11:26Bruno Rocha
“Achei que não daria tempo de sair”, diz estudante mineira após terremoto na Colômbia

Eu acordei achando que estava tonta. Só depois percebi que estava vivendo um terremoto.

A estudante mineira Elisa Exmalte, de 21 anos, estava em intercâmbio em Bogotá, na Colômbia, quando acordou com o quarto tremendo durante o terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na segunda-feira (10).

Inicialmente, Elisa pensou que a sensação de tontura estivesse relacionada a uma enxaqueca. Até perceber os objetos da casa tremendo e ouvir o vidro do box do banheiro batendo.

Com medo de não conseguir chegar à saída antes de um possível desabamento, a estudante pegou o passaporte e o celular e se escondeu debaixo da mesa. Pouco depois, ouviu outras pessoas deixando a residência e decidiu sair também.

Já na rua, começou a acompanhar as atualizações do Serviço Geológico da Colômbia. A magnitude inicialmente divulgada foi revisada várias vezes, até chegar a 7,4.

Estudante de Geografia e de Ciências do Sistema Terra, Elisa conta que a experiência mudou sua percepção sobre os terremotos.

“Como geógrafa, foi uma experiência surreal. Mudou completamente a minha visão sobre geologia, tectônica de placas e a dinâmica da Terra. Foi algo que eu senti no corpo inteiro”, relatou.

Apesar de estar segura em Bogotá, a estudante também demonstrou preocupação com as regiões mais atingidas pelo terremoto, onde equipes de resgate continuam trabalhando entre prédios destruídos e áreas afetadas.

O terremoto deixou mais de 240 mortos, além de feridos e desaparecidos, segundo as informações mais recentes das autoridades colombianas. As cidades de Cali, Pereira, Quibdó e Manizales estão entre as áreas mais afetadas.

Elisa permanece na Colômbia até o fim do semestre. Para ela, o primeiro terremoto foi uma experiência que ficará marcada tanto na vida pessoal quanto acadêmica.