Ataques a tiros na França deixam um morto e quatro feridos; Macron classifica caso como terrorismo

Suspeito foi preso após disparos em duas cidades próximas a Paris; entre as vítimas está uma criança de 12 anos, atingida oito vezes

24/10/2026, 00:06•Bruno Rocha
Ataques a tiros na França deixam um morto e quatro feridos; Macron classifica caso como terrorismo

Uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas após uma série de ataques a tiros registrados nesta sexta-feira (23), nas cidades de Trappes e La Verrière, nos arredores de Paris, na França. O suspeito teria efetuado disparos de dentro de um veículo enquanto circulava por diferentes pontos da região.

O caso foi inicialmente divulgado pela emissora francesa BFM TV e posteriormente confirmado pelo primeiro-ministro Sébastien Lecornu. As autoridades mobilizaram forças policiais e equipes de investigação para apurar as circunstâncias dos ataques.

Segundo informações preliminares, os primeiros disparos aconteceram em Trappes, município localizado a aproximadamente 30 quilômetros de Paris. Em seguida, o suspeito teria seguido em direção a La Verrière, cidade situada a cerca de cinco quilômetros do primeiro local.

Após os ataques, o homem foi localizado e preso em Coignières, município próximo às duas cidades atingidas. A identidade do suspeito e suas possíveis motivações não foram detalhadas pelas autoridades.

O prefeito de Trappes, Ali Rabeh, relatou à imprensa francesa que foram registrados diversos episódios de disparos em diferentes pontos da cidade. Segundo ele, o comportamento do atirador indicava uma tentativa de atingir pessoas de maneira indiscriminada.

Entre os quatro feridos está uma criança de 12 anos, que, de acordo com o prefeito de La Verrière, Nicolas Dainville, foi atingida por oito disparos. As informações divulgadas também apontam que dois homens, com idades entre 20 e 50 anos, foram encaminhados ao hospital e apresentam quadro estável.

A gravidade da ocorrência levou as autoridades francesas a acionarem os órgãos responsáveis pela investigação de crimes relacionados ao terrorismo.

O primeiro-ministro Sébastien Lecornu afirmou que todos os recursos das forças de segurança e do sistema judicial foram mobilizados. Ele também confirmou a participação do Ministério Público Nacional Antiterrorista nas investigações.

Posteriormente, os procuradores informaram que o caso passou a ser investigado como homicídio relacionado a uma organização terrorista. Até o momento, porém, não foram divulgados detalhes sobre uma eventual ligação do suspeito com grupos extremistas.

O presidente da França, Emmanuel Macron, também se pronunciou sobre os ataques e classificou os episódios como atos terroristas e racistas. O chefe de Estado manifestou solidariedade às vítimas, aos familiares e aos moradores das cidades atingidas.

Em publicação nas redes sociais, Macron afirmou que a nação francesa está ao lado das pessoas afetadas pela tragédia e destacou a gravidade dos acontecimentos registrados na região de Yvelines.

As investigações continuam para esclarecer a motivação dos disparos, identificar possíveis vínculos do suspeito e reconstruir a sequência dos ataques.

As autoridades ainda não divulgaram informações completas sobre todas as vítimas nem detalhes adicionais sobre as circunstâncias que levaram aos tiroteios.