Irã ameaça fechar rota no Mar Vermelho caso EUA ataquem infraestrutura energética

Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o Irã pediu aos rebeldes Houthis, do Iêmen, que estejam preparados para bloquear a rota de petróleo no Mar Vermelho caso os Estados Unidos realizem ataques contra a infraestrutura energética iraniana.

16/07/2026, 13:03Bruno Rocha
Irã ameaça fechar rota no Mar Vermelho caso EUA ataquem infraestrutura energética

O Irã teria solicitado aos rebeldes Houthis, do Iêmen, que se preparem para bloquear a rota de petróleo no Mar Vermelho caso os Estados Unidos realizem ataques contra a infraestrutura energética iraniana. A informação foi divulgada pela agência Reuters com base em fontes iranianas e regionais familiarizadas com as discussões.

Segundo as fontes, a possibilidade de fechar a rota marítima foi debatida pela liderança iraniana e comunicada ao grupo aliado, que controla parte do território iemenita. A medida seria uma resposta caso Washington amplie sua ofensiva militar contra o Irã, em meio ao aumento das tensões entre os dois países.

Ainda de acordo com a Reuters, uma fonte próxima aos Houthis afirmou que o grupo já concluiu os preparativos para atacar embarcações com mísseis e drones nas proximidades do Estreito de Bab el-Mandeb, principal acesso ao Mar Vermelho, aguardando apenas uma ordem para iniciar as ações.

A possível interrupção do tráfego na região aumenta a preocupação internacional, já que o Mar Vermelho é uma das principais rotas de transporte de petróleo e mercadorias do mundo. Especialistas alertam que um bloqueio simultâneo do Estreito de Bab el-Mandeb e do Estreito de Ormuz poderia provocar novos impactos no abastecimento global de energia e elevar os preços do petróleo.

O cenário ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio. Nos últimos dias, os Houthis voltaram a trocar ataques com a Arábia Saudita, rompendo uma trégua que durava cerca de quatro anos. Autoridades sauditas acompanham a situação com preocupação diante da possibilidade de uma ampliação do conflito na região.

Até o momento, o governo do Irã e representantes dos Houthis não comentaram oficialmente as informações divulgadas pela Reuters. Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha com atenção os desdobramentos, diante do risco de uma nova escalada militar e de seus possíveis impactos sobre o comércio e a economia mundial.