Café e carne bovina seguem sem previsão de queda para o consumidor

Custos de produção, clima e cenário internacional continuam pressionando preços no mercado

28/04/2026, 15:27Bruno Rocha
Café e carne bovina seguem sem previsão de queda para o consumidor

Os preços do café e da carne bovina devem continuar elevados no Brasil, sem sinais de queda no curto prazo para o consumidor. No caso do café, o mercado vive um momento de oscilação após recordes históricos recentes, quando a saca chegou a cerca de R$ 2.600. Atualmente, os valores giram em torno de R$ 1.800, com expectativa de uma safra recorde no Brasil e também no Vietnã, dois dos principais produtores mundiais.

Apesar da perspectiva de maior oferta, fatores como a possível atuação do fenômeno El Niño preocupam produtores, especialmente em Minas Gerais, devido ao risco de chuvas intensas durante o período de colheita, o que pode comprometer a qualidade dos grãos. Além disso, o aumento nos custos logísticos e a alta de fertilizantes — que acumulam elevação significativa desde o início das tensões entre Estados Unidos e Irã — seguem impactando diretamente o preço final.

Já no mercado do boi gordo, há um movimento típico de leve recuo nos preços pagos ao produtor, impulsionado pelo aumento da oferta de animais para abate com a mudança de estação e a redução da qualidade das pastagens. Mesmo assim, esse cenário ainda não se reflete em queda relevante nos preços ao consumidor. Especialistas apontam que uma possível mudança mais significativa dependeria de fatores externos, como oscilações na demanda internacional, especialmente do mercado chinês ao longo do segundo semestre.