Dia do Milho: Brasil se consolida como 2º maior exportador global com safra recorde
Produção de 141,7 milhões de toneladas em 2025 reforça força do agronegócio

O Brasil celebra o Dia Internacional do Milho neste 24 de abril consolidando sua posição como uma potência global no agronegócio. Em 2025, o país alcançou uma produção histórica de 141,7 milhões de toneladas, além de exportar 40,98 milhões de toneladas do grão.
Com esses números, o Brasil se mantém como o terceiro maior produtor mundial e o segundo maior exportador de milho, reforçando sua relevância no cenário internacional.
Mato Grosso lidera produção
O destaque nacional é o Mato Grosso, principal produtor do país. O estado transformou a chamada “safrinha” em uma estratégia essencial, ocupando mais de 7 milhões de hectares.
Segundo Luiz Pedro Bier, da Aprosoja Mato Grosso, a segunda safra é fundamental para a sustentabilidade econômica das propriedades rurais, gerando renda, tributos e movimentando a economia.
Tecnologia e eficiência no campo
O avanço da produção brasileira está diretamente ligado ao uso intensivo de tecnologia e ao modelo de dupla safra, alternando soja e milho na mesma área ao longo do ano.
De acordo com Diego Bertuol, também da Aprosoja Mato Grosso, o sucesso do setor depende de gestão de risco, planejamento climático e investimentos constantes em sementes e maquinário.
Muito além do grão
O milho hoje vai além da exportação e se tornou peça-chave em duas frentes estratégicas:
Segurança alimentar: base para produção de proteínas como aves, suínos e bovinos
Energia limpa: crescimento do etanol de milho
Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a produção mundial deve atingir 1,29 bilhão de toneladas na safra 2025/26, abrindo espaço para
expansão brasileira.
Etanol de milho ganha força
A produção de etanol a partir do milho vem crescendo rapidamente e já é vista como um dos pilares da transição energética no país.
De acordo com a Datagro, em menos de uma década, cerca de metade do etanol brasileiro poderá ter origem no milho.
Além de gerar energia renovável, o processo produz o DDG, um subproduto rico em proteína usado na alimentação animal, fortalecendo ainda mais a cadeia produtiva.
O milho, portanto, deixa de ser apenas uma commodity e se consolida como um dos principais motores da economia e do desenvolvimento regional no Brasil.