Dia do Milho: Brasil se consolida como 2º maior exportador global com safra recorde

Produção de 141,7 milhões de toneladas em 2025 reforça força do agronegócio

24/04/2026, 15:43Bruno Rocha
Dia do Milho: Brasil se consolida como 2º maior exportador global com safra recorde

O Brasil celebra o Dia Internacional do Milho neste 24 de abril consolidando sua posição como uma potência global no agronegócio. Em 2025, o país alcançou uma produção histórica de 141,7 milhões de toneladas, além de exportar 40,98 milhões de toneladas do grão.

Com esses números, o Brasil se mantém como o terceiro maior produtor mundial e o segundo maior exportador de milho, reforçando sua relevância no cenário internacional.


Mato Grosso lidera produção

O destaque nacional é o Mato Grosso, principal produtor do país. O estado transformou a chamada “safrinha” em uma estratégia essencial, ocupando mais de 7 milhões de hectares.

Segundo Luiz Pedro Bier, da Aprosoja Mato Grosso, a segunda safra é fundamental para a sustentabilidade econômica das propriedades rurais, gerando renda, tributos e movimentando a economia.


Tecnologia e eficiência no campo

O avanço da produção brasileira está diretamente ligado ao uso intensivo de tecnologia e ao modelo de dupla safra, alternando soja e milho na mesma área ao longo do ano.

De acordo com Diego Bertuol, também da Aprosoja Mato Grosso, o sucesso do setor depende de gestão de risco, planejamento climático e investimentos constantes em sementes e maquinário.


Muito além do grão

O milho hoje vai além da exportação e se tornou peça-chave em duas frentes estratégicas:

  • Segurança alimentar: base para produção de proteínas como aves, suínos e bovinos

  • Energia limpa: crescimento do etanol de milho

Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a produção mundial deve atingir 1,29 bilhão de toneladas na safra 2025/26, abrindo espaço para

expansão brasileira.


Etanol de milho ganha força

A produção de etanol a partir do milho vem crescendo rapidamente e já é vista como um dos pilares da transição energética no país.

De acordo com a Datagro, em menos de uma década, cerca de metade do etanol brasileiro poderá ter origem no milho.

Além de gerar energia renovável, o processo produz o DDG, um subproduto rico em proteína usado na alimentação animal, fortalecendo ainda mais a cadeia produtiva.


O milho, portanto, deixa de ser apenas uma commodity e se consolida como um dos principais motores da economia e do desenvolvimento regional no Brasil.