Terra entra em alerta para tempestade solar que pode afetar redes elétricas e comunicações

Fenômeno pode atingir nível G2, considerado moderado, e provocar perturbações no campo magnético terrestre até este sábado (29)

31/08/2026, 09:48Bruno Rocha
Terra entra em alerta para tempestade solar que pode afetar redes elétricas e comunicações

A Terra está sob alerta para uma tempestade geomagnética provocada pela chegada de material expelido pelo Sol. Segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), o fenômeno pode provocar alterações no campo magnético do planeta e afetar sistemas tecnológicos, de comunicação e redes de energia.

A previsão indica que a tempestade pode alcançar a categoria G2, considerada moderada, entre esta sexta-feira (28) e sábado (29). A escala utilizada para medir tempestades geomagnéticas varia de G1, nível mais fraco, até G5, classificado como extremo.

Um dos fatores responsáveis pelo alerta é uma ejeção de massa coronal (EMC), fenômeno no qual uma grande quantidade de plasma e campo magnético é lançada pelo Sol em direção ao espaço. Quando esse material alcança a Terra, pode interagir com a magnetosfera e aumentar a atividade geomagnética.

O evento também ocorre simultaneamente aos efeitos de um buraco coronal, região da atmosfera solar que permite a liberação de ventos solares em velocidades elevadas. A chegada desses fluxos pode comprimir o campo magnético terrestre e intensificar as perturbações.

Em uma tempestade de nível G2, os impactos previstos são principalmente sobre sistemas tecnológicos. Redes elétricas podem registrar alarmes e oscilações de tensão, especialmente em regiões de altas latitudes. Caso a atividade permaneça intensa por períodos prolongados, também existe possibilidade de impactos em transformadores.

Sistemas de comunicação por rádio de alta frequência podem apresentar instabilidades, enquanto equipamentos e operações espaciais também podem sofrer interferências. Para a população em geral, uma tempestade dessa intensidade normalmente não representa risco direto.

Outro efeito esperado é a intensificação das auroras boreais. Durante eventos G2, o fenômeno pode ser observado em regiões mais ao sul do que o habitual no Hemisfério Norte, dependendo das condições da atividade geomagnética.

Antes do alerta de nível G2, uma tempestade mais fraca, de categoria G1, já havia sido prevista. A evolução da atividade solar continua sendo acompanhada para avaliar possíveis mudanças na intensidade e na duração do fenômeno.