Governo estuda liberar R$ 7 bilhões do FGTS para trabalhadores endividados

Medida deve beneficiar cerca de 10 milhões de pessoas e integra pacote para reduzir endividamento das famílias

09/04/2026, 13:37@radiobomsucesso
Governo estuda liberar R$ 7 bilhões do FGTS para trabalhadores endividados

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) avalia a liberação de R$ 7 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para trabalhadores endividados. A medida faz parte de um pacote em elaboração pelo governo federal para enfrentar o alto nível de inadimplência no país.

Segundo o ministro Luiz Marinho, a iniciativa pode beneficiar cerca de 10 milhões de trabalhadores e será combinada com outras ações voltadas à renegociação de dívidas.

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o endividamento já atinge 80,4% das famílias brasileiras, o que motivou a criação do plano.


Reestruturação de dívidas

O governo pretende atuar em parceria com instituições financeiras para facilitar a renegociação dos débitos.

“A ideia é organizar um processo de repactuação e reestruturação dessas dívidas, reduzindo o valor das prestações e ajudando as famílias a retomarem o controle financeiro”, afirmou o ministro.

Marinho destacou que o uso do FGTS será apenas uma parte do conjunto de medidas, com foco em soluções mais amplas para o problema.


Outras propostas em estudo

Além do saque, o governo também analisa mudanças no uso do FGTS como garantia para crédito.

Atualmente, o trabalhador só pode utilizar a multa de 40% do saldo em caso de demissão sem justa causa. A proposta em discussão é permitir o uso de todo o saldo como garantia em empréstimos consignados, o que poderia reduzir as taxas de juros.

Outra frente envolve trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário e foram demitidos, tendo parte do saldo bloqueado — situação que também pode ser flexibilizada.


A medida ainda está em fase de estudo e deve ser detalhada junto a outras ações do governo para conter o avanço do endividamento e melhorar as condições de crédito no país.