Conflito no Oriente Médio já deixou mais de 1,1 mil mortos em cinco dias de ataques
Escalada militar envolvendo EUA, Israel e Irã atinge vários países e inclui grande número de civis entre as vítimas

O conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já deixou mais de 1,1 mil mortos em apenas cinco dias de bombardeios na região. A maioria das vítimas foi registrada em território iraniano, mas ataques também provocaram mortes em outros países do Oriente Médio.
De acordo com a Human Rights Activists News Agency (HRANA), agência de notícias sediada nos Estados Unidos, cerca de 1.097 civis morreram no Irã até a tarde de terça-feira (3), após uma série de ataques com mísseis contra o país. Entre as vítimas estão 168 crianças e 14 professoras de uma escola primária feminina, segundo informações divulgadas pela mídia estatal iraniana.
Ao todo, pessoas de pelo menos sete países morreram desde o início da escalada militar.
Balanço de mortes por país
Irã: cerca de 1.097 civis mortos, segundo a HRANA.
Líbano: pelo menos 74 mortos após bombardeios israelenses, de acordo com o Ministério da Saúde do país. Entre as vítimas estão três paramédicos.
Kuwait: 10 mortos após ataques iranianos, incluindo seis militares americanos e dois soldados kuwaitianos, segundo o comando militar dos EUA.
Israel: ao menos 10 pessoas morreram em ataques aéreos desde o início do conflito, segundo o serviço de emergência Magen David Adom.
Iraque: quatro soldados da Força de Mobilização Popular morreram após ataque aéreo conjunto de EUA e Israel na província de Diyala.
Emirados Árabes Unidos: três pessoas morreram após ataque de drones iranianos; as vítimas eram cidadãos do Paquistão, Nepal e Bangladesh.
Bahrein: uma pessoa morreu após destroços de um míssil interceptado provocarem um incêndio em uma embarcação estrangeira.
Como começou o conflito
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o país iniciaria ataques contra o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas iranianas e seu programa nuclear. Em um vídeo publicado na rede social Truth Social, Trump afirmou que o governo iraniano havia rejeitado “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”.
Após o anúncio, Israel também iniciou ataques contra alvos iranianos, o que desencadeou uma série de retaliações e bombardeios em diferentes países do Oriente Médio.
Linha do tempo do conflito
28 de fevereiro:
EUA e Israel iniciam ataques contra o Irã. Em resposta, o regime iraniano lança mísseis contra países que abrigam bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
1º de março:
A mídia estatal iraniana confirma a morte do líder supremo do país, Ali Khamenei, durante ataques realizados pelos EUA e Israel.
2 de março:
Donald Trump afirma em entrevista à CNN que os Estados Unidos estão “dando uma surra” no Irã e que uma nova onda de ataques ainda estaria por vir.
3 de março:
Um bombardeio israelense atinge a sede da Assembleia dos Especialistas na cidade de Qom, no Irã. O local poderia sediar uma reunião para escolha do novo líder supremo, mas estava vazio no momento do ataque.
4 de março:
Um míssil balístico iraniano atinge a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, considerada a maior instalação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio. No mesmo dia, Israel inicia uma nova onda de ataques contra Teerã.
A escalada militar aumenta a preocupação internacional com o risco de ampliação do conflito para toda a região do Oriente Médio.