Irã promete ataques ‘devastadores’ contra EUA e Israel após ameaças de Trump
Escalada militar se intensifica após declarações do presidente americano; conflito já soma mais de 2 mil mortes

O Irã prometeu realizar ataques “devastadores” contra os Estados Unidos e Israel nesta quinta-feira (2), em resposta às declarações do presidente Donald Trump, que afirmou que seguirá com bombardeios até que o país persa seja completamente neutralizado.
Durante discurso na Casa Branca, Trump disse que os EUA estão próximos de atingir seus objetivos, mas advertiu que os ataques serão intensificados caso não haja acordo para encerrar o conflito.
“Nas próximas duas a três semanas, vamos fazê-los voltar à Idade da Pedra”, declarou o presidente.
A resposta iraniana veio por meio do comando militar Khatam al-Anbiya, que afirmou que a guerra continuará até a rendição dos adversários.
“Aguardem nossas ações mais devastadoras, amplas e destrutivas”, disse o comunicado transmitido pela TV estatal.
Conflito em escalada
A guerra no Oriente Médio teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos, com apoio de Israel, lançaram ataques contra o Irã com o objetivo de destruir estruturas militares e o programa nuclear do país.
Desde então, mais de 2 mil pessoas morreram, segundo balanços recentes.
Os bombardeios seguem em várias frentes. Nesta quinta-feira, o Ministério da Saúde iraniano informou que houve danos significativos ao Instituto Pasteur de Teerã, um dos principais centros de saúde do país.
Em resposta, o Irã continua lançando mísseis contra Israel e ampliando ataques a países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, como Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Outro fator crítico é o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, agravando a crise energética global.
Negociação distante
Apesar da escalada, Trump voltou a mencionar a possibilidade de um acordo de cessar-fogo, afirmando que estaria disposto a dialogar com a nova liderança iraniana.
No entanto, o governo de Teerã rejeitou a proposta, classificando as exigências dos Estados Unidos como “irracionais”.
Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqai, não há negociações diretas em andamento, apenas contatos indiretos por meio de intermediários, como o Paquistão.
Impacto humanitário
A continuidade da guerra preocupa organismos internacionais. O Programa Mundial de Alimentos (PMA), da Organização das Nações Unidas, estima que mais de 45 milhões de pessoas podem enfrentar fome caso o conflito se prolongue.
O cenário mantém a comunidade internacional em alerta, diante do risco de ampliação da guerra e de seus impactos econômicos e humanitários em escala global.