Onda de violência no México deixa 25 agentes mortos após morte de líder do cartel
Ataques ligados ao cartel Jalisco Nova Geração deixaram 25 membros da Guarda Nacional mortos e dezenas de presos após a morte do narcotraficante El Mencho.

Uma onda de violência no México deixou 25 membros da Guarda Nacional mortos após a morte do narcotraficante conhecido como El Mencho, durante uma operação militar realizada no domingo (22).
Segundo o ministro da Segurança, Omar García Harfuch, os ataques ocorreram principalmente no estado de Jalisco, berço do cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG). Ao todo, 70 pessoas foram presas em sete estados, suspeitas de envolvimento nos atos violentos organizados por membros do grupo criminoso.
Durante os confrontos, foram registrados bloqueios de estradas, incêndios de veículos e ataques às forças de segurança, deixando o país em estado de alerta. Escolas foram fechadas em pelo menos oito estados, e operações de segurança foram reforçadas.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, pediu calma à população e afirmou que o governo trabalha para restabelecer a segurança. “A coisa mais importante agora é garantir a paz e a segurança para toda a população”, declarou.
El Mencho, cujo nome era Nemesio Oseguera Cervantes, morreu após ser ferido durante uma operação militar na cidade de Tapalpa. Ele era considerado um dos narcotraficantes mais perigosos do país e liderava um dos cartéis mais poderosos da América Latina.
O cartel, sob seu comando, expandiu suas operações para diversos países, atuando no tráfico de drogas, extorsão e ataques contra autoridades. O grupo também era rival do cartel liderado por Joaquín "El Chapo" Guzmán, atualmente preso nos Estados Unidos.
O presidente americano, Donald Trump, afirmou que o México precisa intensificar o combate aos cartéis e destacou a cooperação entre os dois países na operação.
As autoridades mexicanas seguem monitorando possíveis reações do cartel, enquanto reforçam as ações de segurança para evitar novos episódios de violência.