Trump ameaça destruir ponte ou usina por cada navio atacado em Ormuz

Trump afirmou que os Estados Unidos irão bombardear pontes e usinas de energia no Irã caso o país ataque qualquer navio no Estreito de Ormuz. A ameaça, publicada na Truth Social, intensifica a tensão entre os dois países e reacende preocupações sobre a segurança da principal rota de transporte de petróleo do mundo e os impactos de uma possível escalada do conflito.

22/07/2026, 13:53Bruno Rocha
Trump ameaça destruir ponte ou usina por cada navio atacado em Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elevar o tom contra o Irã ao afirmar que o país responderá com ataques diretos à infraestrutura iraniana caso qualquer embarcação seja atacada no Estreito de Ormuz. A declaração foi publicada nesta quarta-feira (22) na rede Truth Social e amplia as tensões em uma das regiões mais estratégicas para o comércio mundial de petróleo.

Segundo Trump, qualquer ofensiva iraniana contra navios que cruzam o Estreito de Ormuz — seja por meio de mísseis, foguetes, drones ou qualquer outro tipo de armamento — será respondida com bombardeios contra pontes e usinas de energia no Irã, incluindo instalações localizadas próximas ou dentro da capital, Teerã. A ameaça reforça a política de retaliação imediata defendida pelo presidente norte-americano diante da escalada do conflito.

A nova declaração ocorre em meio ao aumento das hostilidades entre Estados Unidos e Irã e sucede outras manifestações semelhantes feitas por Trump nas últimas semanas. Em entrevista concedida à emissora Fox News, o presidente já havia afirmado que os EUA poderiam destruir pontes e outras infraestruturas estratégicas iranianas caso Teerã não aceitasse negociar. Especialistas em direito internacional alertam que ataques deliberados contra infraestrutura civil podem ser enquadrados como crimes de guerra, dependendo das circunstâncias e dos alvos atingidos.

O Estreito de Ormuz é considerado uma das principais rotas marítimas do planeta para o transporte de petróleo e gás natural. Qualquer ameaça à navegação na região provoca preocupação nos mercados internacionais e aumenta o risco de impactos sobre o abastecimento global de energia, além de elevar as tensões geopolíticas no Oriente Médio.