SUS passa a oferecer novo medicamento para tratar doença rara do sangue

Iptacopana será disponibilizada para adultos com hemoglobinúria paroxística noturna que continuam apresentando anemia mesmo após tratamento anterior.

29/10/2026, 23:33•Bruno Rocha
SUS passa a oferecer novo medicamento para tratar doença rara do sangue

O Ministério da Saúde anunciou, nesta quinta-feira (29), a incorporação do medicamento iptacopana ao Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento de pacientes com hemoglobinúria paroxística noturna (HPN), uma doença rara e grave que afeta o sangue.

Atualmente, cerca de 600 pessoas recebem tratamento para a condição pela rede pública de saúde. A inclusão do novo medicamento amplia as opções terapêuticas disponíveis para pacientes que não apresentam resposta adequada aos tratamentos já utilizados.

A iptacopana é indicada para adultos que continuam apresentando anemia mesmo após o uso de medicamentos conhecidos como inibidores de C5. O remédio atua como inibidor do fator B, interferindo em uma das etapas do sistema complemento, responsável por mecanismos de defesa do organismo.

Um dos diferenciais do tratamento é a administração por via oral, duas vezes ao dia, permitindo que o paciente tome o medicamento em casa, conforme orientação médica.

De acordo com as informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, o tratamento contribui para aumentar os níveis de hemoglobina no sangue e reduzir a necessidade de transfusões. Também pode melhorar sintomas como o cansaço e diminuir o risco de complicações relacionadas à doença.

A incorporação foi analisada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). A avaliação considerou as evidências científicas disponíveis, além de critérios como eficácia, efetividade, segurança, custo-efetividade e impacto no orçamento público.

A hemoglobinúria paroxística noturna é uma doença rara na qual o sistema complemento provoca a destruição das hemácias, células responsáveis pelo transporte de oxigênio no organismo.

Esse processo pode causar anemia, fadiga e outras complicações, que variam conforme a gravidade do quadro.

Com a incorporação da iptacopana, pacientes que continuam apresentando sintomas mesmo após tratamentos anteriores passam a contar com uma nova alternativa terapêutica na rede pública.