Cidade de SC enfrenta surto de maruim, mosquito ligado à febre Oropouche

Infestação atinge Ilhota e preocupa autoridades; inseto se prolifera em matéria orgânica em decomposição

09/04/2026, 11:51@radiobomsucesso
Cidade de SC enfrenta surto de maruim, mosquito ligado à febre Oropouche

A cidade de Ilhota, em Santa Catarina, enfrenta um surto do mosquito maruim, principal vetor da febre Oropouche. O inseto, da espécie Culicoides paraensis, mede cerca de três milímetros e tem picada que provoca coceira intensa e irritação na pele.

Segundo a prefeitura, a infestação é mais intensa no bairro Braço do Baú e não é um problema recente, já que vem se agravando ao longo dos anos e também atinge municípios vizinhos.

O Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informa que o maruim vive principalmente em áreas rurais e florestais, com forte presença em plantações de banana. As fêmeas são responsáveis pelas picadas em humanos e animais.

Atualmente, não há produtos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) com eficácia comprovada para controle direto do inseto. Por isso, a principal estratégia é eliminar os criadouros, evitando o acúmulo de matéria orgânica, como folhas e restos de frutas.


Sintomas da febre Oropouche

A doença apresenta sintomas semelhantes aos da dengue, como:

  • dor de cabeça intensa

  • dores musculares

  • náusea e diarreia

  • febre

Em casos mais graves, podem ocorrer hemorragias e complicações neurológicas, como meningite e meningoencefalite.

Os sintomas costumam surgir entre três e oito dias após a picada e duram de dois a sete dias. Não existe tratamento específico, sendo indicado repouso e uso de medicamentos para alívio dos sintomas.


Como se prevenir

O Ministério da Saúde recomenda medidas preventivas como:

  • usar roupas que cubram o corpo (calças e mangas longas);

  • evitar exposição ao ar livre, principalmente ao amanhecer e entardecer;

  • instalar telas de malha fina e usar mosquiteiros;

  • manter quintais limpos e sem acúmulo de matéria orgânica;

  • buscar manejo adequado em áreas com bananeiras ou outras plantações.

Apesar da falta de comprovação da eficácia de repelentes contra o maruim, o uso ainda é indicado para proteção contra outros mosquitos.

O avanço do surto acende alerta para a necessidade de ações integradas e cuidados redobrados da população para conter a proliferação do inseto e evitar novos casos da doença.