Dia Mundial do Autismo: especialista explica sinais e importância do diagnóstico precoce
Psiquiatra destaca que identificação ainda na infância é essencial para desenvolvimento e inclusão

O Dia Mundial da Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, reforça a importância da informação e do diagnóstico precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Segundo a psiquiatra infantojuvenil Jaqueline Bifano, o autismo não é uma doença, mas um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta a forma como a pessoa se comunica, interage e percebe o mundo.
“O autismo é chamado de espectro porque pode se manifestar de diferentes formas, desde quadros mais leves até situações mais complexas. Algumas pessoas podem não falar, enquanto outras têm formas diferentes de comunicação”, explica.
Sinais aparecem cedo
De acordo com a especialista, os sinais podem surgir ainda no primeiro ano de vida. Entre os principais indicativos estão:
Falta de contato visual aos 12 meses
Não responder ao próprio nome
Ausência de sorriso espontâneo
Não apontar para objetos
Atraso na fala aos 18 meses
Esses sinais devem ser observados com atenção, pois quanto mais cedo houver intervenção, maiores são as chances de desenvolvimento.
Tratamento e acompanhamento
O tratamento do autismo envolve uma abordagem multidisciplinar, com acompanhamento individualizado para cada criança.
“Se há atraso na fala, encaminhamos para fonoaudiologia. Se há questões sensoriais ou motoras, indicamos terapia ocupacional. Cada caso precisa ser avaliado de forma única”, afirma a médica.
Outra característica comum em pessoas com TEA é o hiperfoco, quando a criança desenvolve interesse intenso por temas específicos, como dinossauros ou tecnologia.
O atendimento também está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece suporte médico e terapêutico.
Importância da inclusão
Para a especialista, o Dia Mundial do Autismo vai além da informação.
“Conscientizar não é só informar, é agir. Precisamos adaptar escolas, ambientes e a sociedade como um todo para garantir inclusão e desenvolvimento dessas pessoas”, destaca.
O diagnóstico precoce, aliado ao acompanhamento adequado, é fundamental para melhorar a qualidade de vida e promover a autonomia de pessoas com TEA.