Crianças e adolescentes podem ter diabetes tipo 2? Especialista explica

Doença, antes mais comum em adultos, cresce entre jovens por mudanças no estilo de vida

24/04/2026, 13:08Bruno Rocha
Crianças e adolescentes podem ter diabetes tipo 2? Especialista explica

A Diabetes tipo 2, tradicionalmente associada a adultos, também pode afetar crianças e adolescentes. Segundo a médica Bruna Marisa, o número de casos nessa faixa etária tem aumentado nos últimos anos.

De acordo com a especialista, esse crescimento está ligado principalmente a:

  • Sedentarismo

  • Alimentação rica em ultraprocessados

  • Aumento do sobrepeso e da obesidade infantil

  • Fatores genéticos


  • Diferença entre os tipos

    A médica explica que existem diferenças importantes entre os dois principais tipos da doença:

    • Tipo 2: o organismo produz insulina, mas não consegue utilizá-la corretamente (resistência à insulina)

    • Tipo 1: é uma doença autoimune, em que o corpo deixa de produzir insulina

    O Diabetes tipo 1 é mais comum na infância, mas o tipo 2 vem crescendo entre os jovens.


    Sintomas de alerta

    Entre crianças e adolescentes, os sinais mais comuns incluem:

    • Sede excessiva

    • Urinar com frequência

    • Perda de peso sem causa aparente

    • Cansaço

    • Aumento do apetite

    Outros sintomas podem aparecer, como irritabilidade, visão embaçada e infecções frequentes.


    Tratamento

    O tratamento varia conforme o tipo:

    • Tipo 1: uso diário de insulina é obrigatório

    • Tipo 2: pode incluir mudança de hábitos, medicamentos e, em alguns casos, insulina


    Novo tratamento aprovado

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente o uso da tirzepatida — princípio ativo do Mounjaro — para pacientes de 10 a 17 anos com diabetes tipo 2.

    A liberação foi baseada em estudo publicado na revista The Lancet, que apontou eficácia no controle da glicemia, com efeitos colaterais semelhantes aos observados em adultos, como náusea, diarreia e vômito.


    O avanço dos casos reforça a importância de hábitos saudáveis desde cedo e da atenção aos sinais da doença para diagnóstico precoce.