Crianças e adolescentes podem ter diabetes tipo 2? Especialista explica
Doença, antes mais comum em adultos, cresce entre jovens por mudanças no estilo de vida

A Diabetes tipo 2, tradicionalmente associada a adultos, também pode afetar crianças e adolescentes. Segundo a médica Bruna Marisa, o número de casos nessa faixa etária tem aumentado nos últimos anos.
De acordo com a especialista, esse crescimento está ligado principalmente a:
Sedentarismo
Alimentação rica em ultraprocessados
Aumento do sobrepeso e da obesidade infantil
Fatores genéticos
Diferença entre os tipos
A médica explica que existem diferenças importantes entre os dois principais tipos da doença:
Tipo 2: o organismo produz insulina, mas não consegue utilizá-la corretamente (resistência à insulina)
Tipo 1: é uma doença autoimune, em que o corpo deixa de produzir insulina
O Diabetes tipo 1 é mais comum na infância, mas o tipo 2 vem crescendo entre os jovens.
Sintomas de alerta
Entre crianças e adolescentes, os sinais mais comuns incluem:
Sede excessiva
Urinar com frequência
Perda de peso sem causa aparente
Cansaço
Aumento do apetite
Outros sintomas podem aparecer, como irritabilidade, visão embaçada e infecções frequentes.
Tratamento
O tratamento varia conforme o tipo:
Tipo 1: uso diário de insulina é obrigatório
Tipo 2: pode incluir mudança de hábitos, medicamentos e, em alguns casos, insulina
Novo tratamento aprovado
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente o uso da tirzepatida — princípio ativo do Mounjaro — para pacientes de 10 a 17 anos com diabetes tipo 2.
A liberação foi baseada em estudo publicado na revista The Lancet, que apontou eficácia no controle da glicemia, com efeitos colaterais semelhantes aos observados em adultos, como náusea, diarreia e vômito.
O avanço dos casos reforça a importância de hábitos saudáveis desde cedo e da atenção aos sinais da doença para diagnóstico precoce.