Uma em cada cinco crianças têm sobrepeso; médica alerta para riscos à saúde

No mundo, 419 milhões de crianças e adolescentes convivem com sobrepeso ou obesidade; no Brasil, número chega a 16,5 milhões

05/03/2026, 10:26@radiobomsucesso
Uma em cada cinco crianças têm sobrepeso; médica alerta para riscos à saúde

Uma em cada cinco crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos no mundo vive com sobrepeso ou obesidade. Ao todo, são cerca de 419 milhões de jovens nessa condição, segundo dados do Atlas Mundial da Obesidade 2026.

No Brasil, a situação também preocupa. Cerca de 6,6 milhões de crianças entre 5 e 9 anos apresentam sobrepeso ou obesidade. Entre adolescentes de 10 a 19 anos, o número sobe para 9,9 milhões, totalizando aproximadamente 16,5 milhões de jovens com excesso de peso.

As projeções indicam que, até 2040, cerca de 57,6 milhões de crianças podem apresentar sinais precoces de doenças cardiovasculares, enquanto 43,2 milhões podem desenvolver sinais de hipertensão.

A médica pós-graduada em endocrinologia e nutrologia Eliana Teixeira explica que a obesidade é considerada atualmente uma doença crônica e multifatorial.

“A obesidade é hoje uma doença crônica, complexa e multifatorial, caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal capaz de causar prejuízos à saúde”, afirma a especialista.

Segundo ela, a obesidade na infância pode trazer consequências graves ao longo da vida. “A obesidade infantil aumenta significativamente o risco de que esse indivíduo se torne um adulto obeso e também pode levar ao surgimento precoce de problemas metabólicos, como resistência à insulina, alterações no colesterol e até hipertensão.”

Para prevenir o problema, a médica destaca a importância de criar hábitos saudáveis desde cedo. Entre as principais medidas estão o incentivo a uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividades físicas e a participação da família na construção de uma rotina saudável.

Entre os sinais de alerta que podem indicar risco de obesidade estão:

  • aumento progressivo do peso e da circunferência abdominal;

  • cansaço excessivo;

  • redução da disposição para atividades físicas;

  • alterações em exames laboratoriais, como glicose e colesterol elevados;

  • distúrbios do sono, como ronco e apneia.

Especialistas apontam que fatores como maior consumo de alimentos ultraprocessados, sedentarismo, excesso de tempo em telas, rotinas estressantes e privação de sono contribuem para o aumento dos casos, além de fatores genéticos e hormonais que também podem favorecer o ganho de peso.